Uma exposição que existiu entre o ano de 1940 à 1983, acontecido em umas das mais violentas crises politicas durante o regime militar. Aonde pessoas que lutavam para que o Brasil fosse um país de liberdade e igualdade, gente da gente que lutou por uma causa de verdade, que lutou pra que você tenha o direito de falar sem ser recriminado por isso, gente que deu seu sangue pela nossa democracia. Democracia no qual exercemos hoje, mas não sabemos como podemos usar ao nosso favor, usamos por um simples poder de habito e não por direito.
O Museu do qual falamos está exposto em uns dos departamentos do DOPS, o DEOPS/SP (Departamento Estadual de Ordem Política e Social do Estado de São Paulo). Que foi aonde as pessoas eram torturadas e violentadas, tanto fisicamente como emocionalmente.
Essa exposição me trouxe um sentimento chamado, Calamidade, um modo de imaginar a desgraça, fracasso, desastre e tragédia de todo isso exposto pelo nosso próprio povo. Agora imaginamos se essa luta, tivesse sido em vão. O que nós, Sociedade faria hoje? Acredito que nem humanidade existiria.
Por tanto, eram umas das mais temíveis delegacias que era de Guarda da Policia Federal. Uns dos piores acontecimentos que poderiam ter acontecido, e aconteceu foi que os arquitetos e engenheiros com os supostos CURADORES modificaram e alteraram o prédio, aonde existiam provas, e experiências de como foi injusto, e como a atrocidade daquele lugar foi tenebroso. Eram feitas através de inscritas que os próprios presos faziam nas paredes, dizendo os nomes, as datas e alguns fatos que ocorreram, essa era a maneira de expressarem. E foi feito para deixarem todos os Brasileiros bem lembrados que ali, foram pessoas alienados pelo sistema.
Com essa exposição, existiu pessoas que se reencontraram e puderam reconhecer, existe reportagens de pessoas que viveram ali dentro daquela cela, eles descreveram cada detalhe do lugar, o como ficavam feliz em poder ir ao Corredor, corredor no qual eram expostos para tomar sol, mais os objetivos dos presos eram de ser comunicar. Incrível de que depois de tudo o que estavam passado, ainda existia a compreensão de pensar no próximo. E um momento das gravações, uma mulher disse que ficavam feliz com a saída de alguma pessoa, e que ainda tinha uma canção no qual expressavam os sentimentos que sentiam e ficavam orgulhosos de poder saber quem alguém que confiasse poderia estar em meio a sociedade para poder concretizar a sua luta e com toda certeza não foi em vão.
“Se
Deus quiser quando eu voltar do mar
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer (...)”
Um peixe bom eu vou trazer
Meus companheiros também vão voltar
E a Deus do céu vamos agradecer (...)”
Dorival
Caymmi
Em
meu
slide irem mostra a minha idá ao local, com algumas fotos e com
alguns detalhes que me marcaram. Espero que gostem, e estou a dispor
para
qualquer sugestão,
duvida ou erro. Comentem.
Contudo,
essa foi minha experiência do local, um lugar mágico com mil e uns
sentimentos. Indico a idá ao Museu: Endereço: Largo
General Osório, 66. Estação Pinacoteca – Luz, São Paulo,
fácil
acesso.
Só
na presença puderam sentir e pode saber mais como funcionou e
aconteceu com uma breve realidade da delegacia, das celas e de cada
expressão.
Parabéns
a todos que participaram
da
inauguração, da exposição, da história e etc. Vocês com toda
certeza serão importantes de diversas formas.
Podendo
ter um orgulho maior de ser Brasileira, por vocês que lutaram com
garra! Sou grata e idolatro a todos vocês.
“Viva
64, eterna gratidão! Aqueles que combateram esta corja imunda e sua
ideologia objetar.”
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